Eu e o tempo!

“Eu já disse tantos “basta”, tantos “nunca mais” e voltei atrás.

Já achei que tinha chegado ao limite e, ainda assim cedi repetidas vezes.
Acreditei que era necessário, me ignorei e aceitei tudo de novo.
Naufágios emocionais, naus frágeis...
Buscando o bálsamo, numa balsa a esmo.
Vi a ferida, via errante, veia partida,
Há o remédio, há o remendo.
Ainda hoje aceitei o que não compreendia, chorei por quem não devia, me deparei com o que não queria.
Estive em lugares improváveis, descobri verdades inaceitáveis, confrontei emoções há muito escondidas.
Quisera eu entender o tempo e não perdê-lo.
Mas o tempo é o tempo, é um moleque caprichoso, fugaz e tem um riso de canto de boca que me confunde, hora parece ironia, hora sabedoria...
Sei não, me parece que com o tempo, o limite que nos cerceia vulnerabiliza cada ponto, desmistifica cada crença, desconstrói cada ideia preexistente.
Até que por fim, tomamos a verdadeira consciência de que fortes somos, quando tudo parece dizer ao contrário.
E revivemos...

2 comentários:

Edu disse...

A intensidade da vida é o derrame do seu texto, sem falar do seu jogo peculiar de trocas de palavras, com uma habilidade de letrista de música. Voltei porque senti saudade, bjs

Hospício Temporário disse...

Nossa... sensibilidades nas linhas. Tocante demais seu texto.

Abraços.